Tenho que começar com a cerveja que me iniciou no mundo da cervejaria internacional.
O Ano era 1986 e eu ainda morava em Vila Velha-ES. Era o final da ditadura militar e retorno do Brasil à democracia, e digamos, a lei para servir bebida alcoólica a menores não era lá tão rigorosa.
Eu não gostava muito das cervejas comerciais, e fui apresentada a Heineken. Ah! A Heineken Holandesa original, vinda diretamente de Amsterdã para o meu copo ... uma explosão de sabor e refrescância, tão diferente das cervejas fraquinhas e insosas a que estávamos acostumados.
O Brasil ainda não estava tão aberto a produtos internacionais, por isso, na época, só encontrávamos a Heineken em um único restaurante em Vitória e a preço proibitivo; mas, apesar de só poder degustar uma ou duas taças muito de vez em quando, valia cada centavo.
A Heineken foi um divisor de águas : de um lado as cervejas fraquinhas, praticamente sem sabor e que estufavam no estômago; e de outro a genuína cerveja holandeza, encorpada, mas suave ao mesmo tempo, clara, de baixa fermentação, refrescante, com um leve amargor. Sim, existe sabor na cerveja!
A partir desse momento, começava uma busca por cervejas do mundo todo.
Obrigada Sr, Gerard Adriaan Heineken por esse presente.
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Final dos anos 80, no Rio de janeiro e a cidade era Petrópolis.
Só podemos estar falando da Bohêmia.
A cerveja que já foi chamada de Ouro Líquido pela família Imperial Brasileira, iniciou sua história em 1853, com o alemão Henrique Kremer, que vivia em terras tupiniquins com saudade da cerveja que bebia na terra natal.
Graças a sua saudade, Sr. Kremer presenteou os brasileiros com uma cerveja Pilsen clara, leve, muito refrescante, aromática, feita com malte 100% importado e lúpulo de Saaz da República Tcheca, que deve ser consumida à temperatura de 0 a -5 graus.
A cerveja Bohêmia entrou na minha vida, graças a um primo que morava justamente na cidade de Petrópolis. No final dos anos 80, era quase impossível encontrar esse ouro líquido fora do Rio de Janeiro. Hoje, a Bohêmia Pilsen, pode ser encontrada facilmente em qualquer mercado brasileiro.
Confesso, que, juntamente com a Heineken, essa é uma cerveja que nunca falta na minha geladeira.
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Essa eu conheço a pouco tempo, mas é uma cerveja que eu gosto muito, e foi aprovada logo de cara.
É uma Lager Beer Belga, criada a mais de 600 anos. Na sua produção são utilizados ingredientes de primeiríssima qualidade como a cevada importada e considerada a melhor do mundo, o lúpulo que vem da República Tcheca e é o mais caro do mercado e a levedura belga exclusiva de Stella Artois.
Ela está sendo produzida no Brasil pela Ambev. Como eu não conheci a Stella Artois antes, não sei se continua com o mesmo sabor, mas acredito que, se mudou, foi pouca coisa.
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